Translate

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Fontes práticas pro dia a dia

 Olá pessoal, trouxe aqui 2 circuitos interessantes de fontes, a primeira é uma sugestão da Texas Instruments, é uma fonte estabilizada por reguladores de +12V e -12V, usando os reguladores 7812 e 7912, observe a figura com o diagrama de circuito ao lado, ela descreve um circuito com transformador 110/220V-60Hz de 1A, com secundário de 12 + 12V e potência de 24W, essa fonte terá fusíveis de proteção no primário e no secundário cujos valores serão de 0,1A e 1A. Usei a configuração de retificador em ponte, de forma que aproveite o positivo e negativo do circuito, para obtermos as tensões positivas e negativas de 12V. Os reguladores são limitados em 1A na saída e os filtros garantem um nível de estabilização aceitável do sinal.
 O lay-out de circuito impresso mostra a disposição dos componentes do circuito, usei o cad Eagle pra desenvolver o diagrama elétrico e o lay-out de placa (PCB). Observe ao lado o detalhamento do lay-out, recomendo usar uma caixa metálica para melhor dissipar o calor gerado pelos reguladores, tudo bem se você decidir usar caixas plásticas, no entanto coloque um dissipador nos reguladores, de forma que isole ele da parte metálica com uma película de Mica e fixe com um parafuso isolado a chapinha de metal pra dissipar o calor do componente, ok?
Abaixo confiram o fotolito dessa fonte.

Confira a lista de materiais dessa fonte:

C1, C8, C7 - Capacitor eletrolítico polarizado de 2uF/25V.
 C2, C6 - Capacitor eletrolítico polarizado de 1uF/25V.
 C3, C5 - Capacitor cerâmico ou poliéster de 100nF/250V.
 C4 - Capacitor cerâmico ou poliéster de 330nF/250V.
 CI1 - Regulador 7812.
 CI2 - Regulador 7912.
 D1 a D4 - Diodo retificador 1N4004.
 Fus1, Porta fusíveis 1 - Fusível de 0,1A/250V.
 Fus2, Porta fusíveis 2 - Fusível de 1A/250V.
 S1 - Chave liga-desliga, ver texto e figuras.
 S2 - Chave seletora de 3 posições, veja texto e figuras
 T1B,T1BT2 - Trafo 110/220V/60Hz/12+12V, 1A.

A segunda fonte pode ser feita com um transformador equivalente da primeira, muda a retificação para Tap central, ou Center Tap, usando dois diodos, em seguida há um circuito regulador série, que limita a tensão em até 12,5V, e a mínima tensão dele será de 1 a 1,2V, observe detalhes do circuito. Veja que na entrada temos um filtro LC e uma proteção extra por varistor, no L, enrole 100 espiras de fio 18 AWG e disponha os componentes como sugerido no esquema.
 Veja a disposição do lay-out (PCB) ao lado, observe que as trilhas em vermelho, caracterizam aplicação no lado dos componentes, elas também podem ser jumpers aplicados, de forma que satisfaça a condição de interligação dos componentes do circuito.
 Na saída, esqueci de comentar que temos uma proteção contra curto circuito, representada pelos transístores Q1 e T2, o resistor R5, é de fio e de potência mínima de 0,5W.
 Você pode aplicar uma caixa metálica como empacotamento do circuito, ou plástica, observando o que dissemos no circuito anterior, certo?
O fotolito dessa fonte é apresentada abaixo.

 Lista de materiais:

 Conector AC, padrão fonte ATX de PC, tri-way.
 C1, C2 - Capacitor cerâmico ou poliéster de 150nF/250V.
 C3 - Capacitor eletrolítico polarizado de 47uF/25V.
 C4 - Capacitor de 100nF/250V, cerâmico ou poliéster.
 C5 - Capacitor eletrolítico polarizado de 47uF/25V.
 D1, D2 - Diodo retificador 1N4004.
 D3 - Diodo zener de 13V/1W.
 F1 - Fusível de 0,1A/250V.
 L1, L2 - Indutâncias, ver texto e figuras.
 Led1 - Led vermelho padrão.
 Q1 - Transístor BC327 PNP.
 R1 - Varistor S20K250, ver texto e figuras.
 R2 - Resistor de fio de 330 Ohm/1W.
 R3 - Resistor de 1k/1/8W.
 R4 - Potenciômetro de 10k linear.
 R5 - Resistor de fio de 0,4 Ohm/0,5W.
 T1 - Transístor TIP31, darlinton, NPN.
 T2 - Transístor 2N2222, NPN.
 S1 - Chave seletora de 3 posições, ver texto e figuras.
 S2 - Chave liga-desliga, ver texto e figuras.

 Boa montagem e boa prática! Tenha certeza que terá uma excelente opção pra sua experiência! Abraços!

 by Rubens de Carvalho


quarta-feira, 12 de setembro de 2012

CAD e simulador de circuitos


 Olá pessoal, gostaria de falar sobre duas ferramentas extremamente úteis e necessárias na eletro-eletrônica, os CAD, que são os desenhos auxiliados por computador, onde são ilustrados diagramas elétricos e placas de circuitos impressos(PCB); e também os simuladores de circuito como o Multisim da National.
 Os CADs revolucionaram a maneira de desenhar e representar os sistemas, não só de eletro-eletrônica, mas de todas as áreas, sendo os mais conhecidos são o Autocad para todas as áreas da engenharia, Pcad, Orcad, Tango, Kicad e Eagle, esse último se destacando pela praticidade de utilização, baixa ocupação de memória e rápido desenvolvimento de circuitos, sendo disponibilizado uma versão light e tutorial no site da Cadsoft:http://www.cadsoftusa.com/, confiram e pesquisem apostilas em português relacionadas com o Eagle, esse é o nosso principal CAD de construção de PCB e diagramas do nosso site.
 Os simuladores nasceram de sistemas criados em universidades chamados Spice, que tinham como objetivo simular o comportamento de circuitos a serem montados. A evolução desses sistemas aconteceu num simulador chamado Eletronic Workbench, na qual era necessário apenas desenhar o circuito e era simulado formas de onda, medições de corrente, tensão e resistência, conforme instrumentos acoplados no circuito em teste, com quase 100% de eficiência real. Atualmente o Multisim evoluiu numa plataforma dinâmica que visa a produção de protótipo dos circuitos, além da simulação deles. Acompanhem no site: http://brasil.ni.com/academia/multisim-student, e observem a evolução da plataforma que hoje é desenvolvida pela National. Escolhi o Multisim em função da praticidade e da diminuição do tempo de projeto, além da rápida correção de erros ou mudanças de versão dos circuitos, ferramenta bem explorada também pelo professor Braga, que é um dos melhores referenciais mundiais sobre esse assunto.
 Quero agradecer particularmente ao professor Braga e dizer que esse trabalho do site é inspirado nele e nos quase 50 anos de contribuição pela eletrônica, confiram os circuitos do Multisim simulados por ele, no site: http://www.newtoncbraga.com.br/. Benvindo ao Guru professor Braga, sua parceria é diferencial!
 Grato amigos e boas experiências!

 By Rubens de Carvalho

sábado, 25 de agosto de 2012

Tecnologia Trópico de comutação digital de telecomunicações



 Tropico RA e R, história e criação:


 O engenheiro de telecomunicações Carlindo Hugueney, ver figura ao lado, é atualmente sócio gerente da H Engenharia e Participação Ltda. De 1971 a 1973 Carlindo, como engenheiro de Telecomunicações da Telebrasília participou do Grupo de Estudo sobre Centrais Eletrônicas, criado pelo Presidente da companhia para propor soluções para modernizar a rede da Telebrasília. No período entre 1973 e 1977 atuou como pesquisador da Universidade de São Paulo, participando no Projeto Siscom, que desenvolveu o protótipo de uma central telefônica digital. Nesse projeto liderou a equipe que desenvolveu o elemento de controle do sistema. No período de 1977 a 1991 ocupou diversas posições gerenciais. A mais importante foi a de Coordenador do Projeto Trópico. Foi responsável pela implantação do projeto, pela contratação de pessoas chaves e pelo desenvolvimento e a implantação dos processos internos mais críticos. Foi também responsável pelos aspectos técnicos do projeto. É detentor das patentes que protegem a arquitetura do Sistema Trópico. O Trópico hoje possui mais de 8 Milhões de linhas em serviço e é a central digital de maior confiabilidade implantada na rede brasileira. A Trópico S.A., empresa que o fabrica, fez uma aliança estratégica onde provê a tecnologia de comutação de voz para a Cisco Systems.

 Em 1991 as companhias telefônicas brasileiras introduziram uma plataforma multi-aplicação conhecida como Trópico R.A. baseada em duas décadas de pesquisa e desenvolvimento. O sistema baseia-se numa nova técnica de chaveamento desenvolvida pelo CPqD, o departamento de pesquisa na então estatal de telecomunicações Telebrás. Na época da privatização da Telebrás, cerca de 30% dos terminais telefônicos, algo em torno de 4.6 milhões eram interligados através de centrais telefônicas digitais Trópico RA

 Antes da introdução da plataforma Telebrás, somente centrais telefônicas estrangeiras estavam em uso no Brasil, havendo carência de tecnologia nacional e pessoal especializado. O sistema Telebrás, implantado em 1972 tinha o objetivo de desenvolver as telecomunicações do país. A instalação em grande escala de modernas centrais telefônicas no sistema de telecomunicações brasileiro iniciou-se na metade dos anos 80. O desenvolvimento do sistema Trópico foi lançado em 1973, quando a Fundação para Desenvolvimento Tecnológico de Engenharia da USP foi contratada pela Telebrás para o desenvolvimento de uma central de comutação digital. O Mistério das Telecomunicações em 15 de agosto de 1975, baixou a portaria 661, que instituiu a política para introdução da tecnologia CPA no Brasil, determinando a adoção de medidas para inovação tecnológica do setor.

Em 1975 a FDTE sob a liderança do prof. Hélio Guerra Vieira - que anos depois se tornou reitor da USP - produziu um protótipo de um comutador digital denominado Siscom I, embora não comercial, ficava demonstrada a viabilidade técnica de um desenvolvimento de centrais CPA. No primeiro semestre de 1977, logo após a fundação do CPqD, a maioria dos pesquisadores da FDTE foi absorvida pelo Centro e se concentrou no desenvolvimento do projeto. Em 1977 o CPqD definiu as especificações técnicas e o primeiro projeto da arquitetura e ciclo de desenvolvimento, e três anos mais tarde o primeiro concentrador digital de linha (TROPICO C) estava pronto para produção em escala comercial, capaz de estabelecer 4000 conversas telefônicas, sendo testado e aprovado pela Telesp. Esse equipamento é um sistema modular, baseado em tecnologia CPA, projetado para concentrar até 192 assinantes em 30 canais que são multiplexados por divisão no tempo e transmitidos através de um enlace digital.

Em março 1979 durante o International Switching Simposium, em Paris, Carlindo Hugueney aborda numa palestra o desenvolvimento do sistema Trópico. Mostrava-se que o esforço realizado havia capacitado o CPqD em nível de igualdade com a comunidade internacional. No início dos anos 80 iniciou-se a produção comercial da central TROPICO R, também baseado em tecnologia digital por divisão no tempo e CPA. Este equipamento é destinado às comunidades rurais e áreas urbanas que necessitem de centrais de pequeno porte. O Trópico R tem uma capacidade de tráfego total de 320 erlangs, podendo atender a cerca de 4000 assinantes em sua configuração básica. Pode ser interconectado a centrais do tipo cross bar e centrais CPA espaciais ou temporais através de enlaces digitais ou analógicos utilizando sinalização por canal associado. Pode também operar em conjunto com o Trópico C sem necessidade da unidade local para interface. Logo em seguida, as companhias telefônicas brasileiras iniciaram a adotação de uma versão aperfeiçoada de multi-aplicação, baseada na tecnologia de Controle de Programa Armazenado - Divisão Temporal (CPA-T), a TROPICO RA. Trata-se de uma central local/tandem de comutação digital por divisão no tempo, com uma capacidade total de tráfego de 12600 erlangs (tipicamente 80 a 100 mil assinantes) que provê serviços especiais como discagem abreviada, entre outros.

O sistema de divisão temporal é um sistema de multiplexação por divisão de tempo (TDM). Aqui os sinais telefônicos não são transmitidos lado a lado na faixa de freqüência como na multiplexação por divisão de freqüência, mas sim, deslocados no tempo, num período com 32 "time slots". Esta subdivisão se repete a cada 125 m s em períodos subsequentes. A um sinal telefônico é atribuído um ‘time slot’ em cada período subsequente. Este foi projetado para oferecer uma larga gama de novos serviços que os anteriores da família (TROPICO C e TROPICO R) não ofereciam, tais como sinalização por canal comum (sinalização N7 do CCITT), facilidades operacionais adicionais e possibilidade de ser um nó da Rede Digital de Serviços Integrados RDSI. A primeira central iniciou operação comercial em 1991 na Telebrasília.

O CPqD aplicou uma metodologia inteiramente nova no desenvolvimento da TROPICO RA. Nesta metodologia o sistema é considerado de diversos pontos de vista de acordo com a fase particular do projeto e grau de especialização adotado. Numa primeira etapa o sistema é dividido em blocos de serviço (BS) que são unidades do sistema funcional. Fisicamente o sistema é estruturado em placas, racks, softwares, etc, conhecidos como blocos de implementação (BI). A plataforma de software da TROPICO RA é implementada usando as especificações de linguagem de alto nível CHILL da CCITT. Esta linguagem foi especialmente desenvolvida pelo CCITT para controle de processos de telecomunicações. O Modelo de Informações do software utiliza um esquema orientado a objeto. O sistema operacional engloba os programas orientados para o sistema, tais como: controle e execução dos programas, procedimentos de entrada e saída e temporização, além de funções de segurança. O software de aplicação inclui programas orientados para o usuário que realizam tarefas de processamento das ligações, de operação e manutenção, supervisão e controle de tráfego

O TROPICO RA é o terceiro elemento da família TROPICO de equipamentos de comutação, sucedendo ao concentrador TROPICO_C e a Central de Pequeno Porte TROPICO-R. O TROPICO RA é um sistema digital com os sinais de voz sendo digitalizados a uma taxa de 64Kbit/s sendo os canais internos comutados por Comutação de Circuitos. Isto significa que um caminho interno é dedicado exclusivamente a cada chamada durante toda a sua duração. Já a estrutura de sinalização entre processadores baseia-se na comutação de mensagens, onde são escoados pacotes de informações de tamanho variável. Cada pacote é auto endereçado e os pacotes de uma mesma mensagem podem seguir trajetos diferentes, já que cada trajeto é alocado unicamente durante a transmissão do pacote. O TROPICO RA é uma Central com Controle por Programa Armazenado. Isto significa que tanto os programas que determinam seu funcionamento como os dados de configuração são armazenados em memórias residentes e associadas aos diversos processadores da Central

O sistema se carateriza por um controle distribuído e descentralizado, ao contrário das demais centrais à sua época que mantinham todo o sistema sob controle de uma central de processamento. As funções do sistema são divididas em elementos chamados Submódulos. Cada Submódulo possui um processador que controla as funções associadas ao mesmo. Todos os processadores da central se conectam a um sistema redundante (caso um processador falhe, um outro entra em ação automaticamente) de vias de sinalização interna. O conjunto de processadores e vias de sinalização constituem uma rede distribuída de processadores. Além de distribuída, essa estrutura de controle é completamente descentralizada com relação às suas funções essenciais.

As funções de Comutação, Sinalização entre processadores e distribuição interna de sincronismo podem ser implementadas em 2, 3 ou 4 planos que trabalham em partição de carga e garantem a redundância relativa a uma alta confiabilidade. Tal redundância é ativa de modo que qualquer solicitação de Comutação, Solicitação ou Sincronismo pode ser atendida por qualquer um dos respectivos planos que não encontre falha. O número de planos de comutação e sinalização entre processadores são escolhidos de modo a atender as exigências de tráfego e confiabilidade em função da aplicação e capacidade de cada Central.

O tipo de redundância utilizada no TROPICO RA não usa partes em stand by que possam ficar sem cursar tráfego nem realizar funções durante o tempo em que unidades principais se encontram sem falha. Durante esses intervalos, que correspondem à maior parte do tempo, estas partes em stand by representariam uma carga de custo inútil. Ao contrário, o TROPICO RA utiliza redundância por partição de carga. Neste caso, todos os elementos sem falha disputam com seus pares o tráfego e/ou tratamento de funções que lhes correspondem. Além de ter em serviço todas as partes sem falha a maior parte do tempo, o que lhe permite, por exemplo, tratar de forma mais efetiva condições de sobrecarga, o tipo de redundância utilizado no TROPICO RA exige mecanismos menos sofisticados de cobertura de falhas que em outros sistemas são essenciais para ativar as unidades de stand by. Esta filosofia de redundância é utilizada também no TROPICO R.


A central TROPICO RA é constituída a partir de seis tipos básicos de módulos. os módulos de Comutação (MX) e de Sinalização incorporam as funções básicas de comutação de sinais de voz, de mensagens entre processadores e de geração e distribuição primária de sincronismo denominadas funções de interconexão que se caraterizam funcionalmente como módulos de interconexão, pois qualquer informação trocada entre quaisquer dois módulos da central, tem origem ou passagem por um MX ou um MS. A interconexão com o meio externo é realizada através dos módulos terminais (MT) no que diz respeito à rede telefônica externa e através do módulo de operação e manutenção (MO) no que diz respeito a periféricos de entrada e saída, utilizados para supervisionar, manter e operar a central. O módulo de canal comum (MC) realiza o nível 2 e parte do nível 3 da sinalização por canal comum (sinalização N7 do CCITT), para isso recebe através de conexões semipermanentes realizadas em um ou mais MX, os cansi básicos a 64Kbits/s, que transportam as correspondentes mensagens de e para alguns troncos digitais. O módulo auxiliar (MA) realiza exclusivamente funções de controle de software.

Em termos de elementos construtivos a central TROPICO RA é portanto caracterizada pelo fato de conter um conjunto de Módulos de Interconexao divididos em planos e mais um conjunto de módulos MOs, MCs e MAs. A rede de processadores que consitui a estrutura de controle do TROPICO RA é formada por dois tipos de processadores, um com barramento externo de 8 bits baseados em CPUs 8088 e outro com um barramento externo de 16 bits baseados na CPU iAPX 286

As principais características dessa central são:
  • Comutação temporal com conversão de sinais analógico/digital e digital/analógico a nível de terminais;
  • Controle distribuído e descentralizado;
  • Participação de carga sem troca de mensagens de atualização entre processadores;
  • Degradação suave em caso de falhas;
  • Estrutura de voz, sinalização e sincronismo independentes;
  • Redundância ativa nas funções de comutação, sinalização e distribuição de sincronismo;
  • Alto grau de modularidade e expansão;
A família Trópico portanto compreende um concentrador de linhas de assinantes, em produção desde 1983 (Trópico C). A central local de pequeno porte para 4.000 assinantes e 800 troncos está no mercado desde 1985 (Trópico R). A central local/ Tandem de médio porte para 16 mil linhas iniciou a produção em 1991 (Trópico RA). Cerca de catorze patentes relativas ao sistema TROPICO foram depositadas no INPI. O impacto do desenvolvimento do projeto foi imediato. O custo da plataforma de centrais telefônicas estrangeiras à época da implementação do sistema TROPICO era da ordem de 800U$ por terminal. Com a introdução do sistema, os concorrentes estrangeiros reduziram abruptamente o preço para US$200. Com cerca de 2 milhões de terminais instalados em 1996, a economia de recursos às companhias operadoras atinge a cifra de um bilhão de dólares.

Com a privatização o CPqD em 1999 abriu mão do desenvolvimento da central e formou com a Promon uma joint-venture, a TROPICO SA. A Anatel ao regulamentar as compras das operadoras novas que entraram no mercado, estabeleceu na cláusula 15.8 dos contratos de concessão, que estabelece que os compradores devem dar preferência, se houver igualdade de condições de preço, qualidade e prazo, a produtos nacionais e àqueles cuja tecnologia seja desenvolvida no país.
Fonte:
http://www.undp.org/tcdc/bestprac/scitech/cases/st3braz2.htm
http://www.ifi.unicamp.br/~brito/artigos/univ_empr_pesq_II.pdf
Revista Telebrás, edição Tecnologia junho/1990 pgs 17-28
http://www.amperesautomation.hpg.ig.com.br///centel.html

Extraído do site Inovação T
ecnológica, 
http://www.inovacaotecnologica.com.br/index.php

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Blog Guru Eletrônico, seu espaço de aprendizado, divertimento e informação em eletro-eletrônica!

  No nosso blog, você encontra artigos sobre produtos, tecnologias, propriedade intelectual, eficiência energética e cursos.
 Como são feitos os cursos? Bem estamos começando com um conceito simples EAD, a exibição de vídeos educativos que são complementados por material de apoio.
 Os materiais de apoio e vídeos são de autoria dos professores credenciados ao site que partilham o conhecimento com o propósito de construir oportunidades justas para todos, e os cursos são gratuitos, a única coisa que você paga é a certificação, com registro em ART do CREA.
Nossos cursos: Eletrônica Básica, futuros: Eletrônica Digital, Eletrônica Industrial, Projetos Eletrônicos, Eletrônica de Potência, Setor Elétrico de Potência, Aviônica e Eletrônica Embarcada. Além dos Services de Reparação.
Curta nosso blog no Facebook: Guru Eletrônico.
Espero você lá!
Abraços!                            Tecnólogo Rubens de Carvalho.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

Alavancagem tecnológica nas empresas

  É a metodologia para se desenvolver a produção de uma empresa. Ela é composta por elementos como,organização de fluxograma, lay-out, inovação e eficiência energética.
O maior objetivo dessa metodologia é a eliminação de gargalos, das quais podem empatar ou limitar o processo da produção.
Gargalo é tudo que limita o processo de produção e geralmente pode ser a máquina que demora mais para produzir uma determinada peça, ou a prática operacional que pode ocasionar isto.
É muito importante que o empresário tenha claramente na cabeça, o fluxo de produção e o lay-out, pois serão fundamentais na eliminação dos gargalos. O lay-out, será a disposição física da linha de produção e estoque da empresa, de forma que possa ser agilizada a produção e a velocidade das informações e comunicação tratadas.
equipe funcional será outro item fundamental desse trabalho, pois eles terão maior facilidade, pela prática diária, de encontrar melhorias e propor inovações, onde a empresa pode crescer e lucrar muito. Motivar a equipe é fundamental, abrindo a participação dela em lucros da empresa, e consequentemente na propriedade intelectual, destinando uma porcentagem do ganho disso aos criadores de soluções.
A estrutura proposta pela ANPEI (Associação Nacional de Pesquisa das Empresas Inovadoras) e o Sebrae foi muito simples, ela se apoia na definição da estrutura de produto da linha de produção, onde são bem definidos matérias primas, componentes e produto acabado, divididos no fluxograma emcentros de produção e centros de montagem até obter o produto acabado. Tudo isso segue um padrão de produção racionalizado em células, com comunicação eficaz, que garantem a mobilidade e o alinhamento com normas de qualidade como a isso 9000.
Algumas empresas já implementaram essa prática. Na Eletrobrás, onde trabalho vi mais de 50 projetos de melhoria gerarem benefícios aos autores, em cerca de 20% dos lucros das idéias comercializada pela empresa. Em termos de Eficiência Energética fiz o acompanhamento de 40 empresas do estado do Acre, entre 2003 a 2006, num programa realizado pelo Sebrae e indiquei o racional uso da energia, cerca de 20 delas tiveram resultados excelentes que inovaram a produção, obtiveram recursos e investiram em melhorias.
Entidades como a ANPEI e o Sebrae incrementaram soluções para os setores metal-mecânico, têxtil, plásticos e calçados, visando melhorias em São Paulo e mais de 1700 empresários vivenciaram essa metodologia em 2008.
Como profissionais temos o compromisso de agregar valor nos processos de trabalho do qual somos inseridos e promover melhorias que podem agregar valor nos produtos e sistemas de produção.
Pesquise os links do Sebrae, www.sebrae.com.br e ANPEI, www.anpei.org.br ,para conhecer melhor essa metodologia. Abraços à todos!

By Rubens de Carvalho.

Convite aos fabricantes de circuitos, sejam parceiros do blog!


 Meus caros amigos fabricantes de circuitos impressos, convido vocês a integrarem o nosso time e através dos pedidos dos nossos internautas, fazerem por mês a fabricação de PCIs, conforme a demanda, convido-os a anunciarem seus serviços conosco e a postarem novidades das tecnologias da qual trabalham e são especialistas.
 Usamos a plataforma EAGLE e daremos preferência em função da facilidade e leveza desse CAD a trabalhar na construção de circuitos e projetos com essa modalidade tecnológica.
 Agradeço a todos que participarem e se cadastrarem como usuários do blog e em especial, fazerem um preço sob demanda de forma que facilite a construção de circuitos, que muitas vezes é inviável fazer de forma individual dada a dificuldade de precisão de um processo artesanal.
 Um abraço e sucesso a todos!

 By Rubens de Carvalho

Consultoria em eletro-eletrônica


 Meus prezados amigos, sou Rubens de Carvalho, Tecnólogo e profissional de eletro-eletrônica, com 20 anos de carreira ofereço a você as mais variadas soluções tecnológicas que desenvolvi ao longo da carreira.
 Soluções em Circuito Impresso, Fabricação, Homologação de Componentes, Alavancagem Tecnológica, Treinamento, Pesquisa e testes em campo, Software e Eficiência Energética, abrangendo as áreas de eletro-eletrônica, automação e telecomunicações.
 Mande sua necessidade para estudo e orçamento!
 Convido também empresas e profissionais consultores a anunciarem seus serviços no site, participem desse portal na missão de facilitar tecnologia à todos!
 Abraços.

By Rubens de Carvalho

Service de equipamentos e produtos


 Meus caros amigos, essa é uma seção aberta pras assistências técnicas e profissionais trocarem dicas de reparação e conserto de equipamentos.
 Fica aqui livre o espaço pra troca de experiências e conhecimento e o fórum pra debatermos aplicações dessas idéias, sejam benvindos!
Abraços!

By Rubens de Carvalho

Propriedade intelectual


Propriedade intelectual

Definição de propriedade intelectual: é o direito sobre uma idéia, na forma de uma marca, produto, desenho e qualquer produção artística ou intelectual.
Direito autoral é o direito sobre qualquer texto, música, pintura, quadrinhos, software e outras formas de produção artística.
Registro de direitos autorais referentes a qualquer forma de produção artística e literária são adquiridos no Brasil perante a Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro, onde na página da instituição há procedimentos específicos e formulários contendo as tabelas e instruções referentes ao registro das obras e dos demais direitos autorais.
O direito autoral de software é adquirido perante o INPI, Instituo Nacional de Propriedade Industrial,onde é registrado como direito autoral cientifico, veja na página oficial do INPI mais informações sobre esse direito.

Diferença de marca, patente, desenho industrial e indicação geográfica:

Marca é o nome de um produto, pessoa, ou empresa, que é protegido por um registro de exclusividade, referente ao nome utilizado. Marcas podem valer mais do que os produtos vendidos, por exemplo, a Coca-Cola é uma marca que vale 75 bilhões de dólares, outro exemplo, Nike é outra marca também muito valorizada, mundialmente falando, elas servem como exemplo de nomes exclusivos que valem mais que os respectivos produtos.
Patente é a proteção concedida a um produto, funcionalidade e design, a patente pode ser de:
Privilégio de invenção (PI) é a classificação dada a novidade de um produto de forma que ele seja superior ao estado da técnica, representando assim, uma alternativa ou procedimento de construção.
Modelo de utilidade (MU) é a proteção concedida a uma melhoria de uma patente PI, ou domínio público, um exemplo de modelo de utilidade é a própria evolução do telefone, antes eram apenas peças separadas, até que alguém teve a ideia de unir essas peças em uma única. Essa nova peça representaria o modelo de utilidade.
Desenho industrial: É uma maneira diferente de representar um produto em um novo design ou num design especifico. Exemplo disso são os projetos de móveis, e modelos de automóveis.
Indicação Geográfica: É o direito reconhecido sobre todo artesanato, formação cultural, espécie biológica, e minerais de uma determinada região, exemplo disso é o reconhecimento do artesanato da Amazônia, assim como a questão polêmica que envolveu o Cupuaçu, alguns anos atrás.

Postaremos idéias e exemplos de patentes e marcas pra vocês leitores da página, puderem realizar o registro das suas idéias ou produtos.
Para saber mais sobre, acesse as páginas do INPI
e da Biblioteca Nacional do Rio de Janeiro
Abraços a todos!
By Rubens de Carvalho

Pesquisa universitária e tecnológica


 Prezados pesquisadores das mais diversas universidades, convido vocês a usarem esse portal para postarem suas pesquisas, cuja temática satisfaçam os objetivos do nosso site.
 Cadastrem-se e entrem em contato comigo, para promovermos uma difusão eficiente do conhecimento e um processo de criação e promoção de marcas ou patentes derivadas.
 Agradeço aos pesquisadores de todos os cinco continentes por esse privilégio!

by Rubens de Carvalho

Oportunidades para fabricantes e fornecedores de componentes eletro-eletrônicos


Convido os fabricantes e fornecedores de componentes a anunciar e participar desse portal na forma de oferecer serviços diferenciados e com um preço interessante que atenda aos internautas alunos e parceiros do site. 
 Interessante também oferecer serviços de consultoria e pesquisa de componentes de diferentes tecnologias, além de criar aqui uma rede de cooperação e divulgação completamente gratuita.
 Agradeço a todos que participarem e fica aqui os votos de sucesso!
 Venham fazer parte desse time, entrem em contato conosco! Abraços!